
I Seminário de Pragmática
impactos filosóficos, linguísticos e sociais
Palestrantes convidados:
Prof. Dr. Heronides Moura - UFSC
Prof. Dr. Pedro Lincoln - UFPE
Prof. Dra. Sandra Helena Melo - UFRPE
Mediador:
Prof. Dr. Antonio Carlos Xavier - UFPE/Nehte
Quando? 18/12/2009 às 9h
Onde? Auditório 1 do Centro de Artes e Comunicação da UFPE
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Procedimento para inscrição
Envie um email para o endereço nehte.ufpe@gmail.com com os dados abaixo:
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( ) ESPECIALIZAÇÃO ( ) MESTRADO ( ) DOUTORADO
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Valores? 2k de alimento não perecível para doação à Campanha Natal sem fome
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Informações: nehte.ufpe@gmail.com
Promoção: Nehte - UFPE e Pós-Graduação em Letras - UFPE
Apoio: Abehte e Pipa Comunicação
by Prof Xavier | 15:39 in Evento | comentários (0)

É preciso saber usar os computadores a favor do aprendizado
O computador tem se tornado cada vez mais comum nas escolas públicas brasileiras, Até 2010, 93% das intuições de ensino vão contar com essa tecnologia, prevê o Ministério da Educação (MEC). Entretanto, apenas ter as máquinas nas escolas não representa ganho para o aprendizado dos alunos. Para o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antonio Carlos Xavier, “o computador em si é apenas uma ferramenta sem qualquer compromisso educacional. O educador é quem deve visualizar todo o potencial pedagógico latente dessa tecnologia e usá-la a seu favor”. Segundo ele, para muitos professores, o computador ainda é “uma caixa preta, uma máquina inatingível e até mesmo um concorrente”, o que cria barreiras para o uso adequado desse recurso em muitas salas de aula.
Antonio Carlos Xavier considera ainda que a sociedade está vivendo o século da informação e não se pode mais ignorar que as tecnologias digitais permeiam irreversivelmente a vida social, econômica e educacional das pessoas. Nessa perspectiva, a escola teria papel fundamental no ingresso dos alunos na chamada “Era Digital”. Ele alerta, porém, que, “de nada adianta inaugurar laboratórios de informática de última geração, se os professores mal sabem digitar um texto no Word”. Daí a importância de cursos de formação que orientem os docentes, apresentando-lhes as melhores maneiras de se usar a tecnologia no cotidiano escolar. “É necessário que alguém incentive esse fazer, ‘pegue na mão’ do professor e conduza-o, passo a passo, de modo a fazê-lo acreditar no quanto o computador pode ser um poderoso aliado no processo de aprendizagem do próprio mestre e, por consequência, de seus alunos.”
Desde 1997, o MEC desenvolve o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), com o objetivo de promover o uso pedagógico das tecnologias da informação e comunicação na rede pública de educação básica. De acordo com o diretor de infra-estrutura em Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação a Distância do MEC, José Guilherme Moreira, além da distribuição de computadores para as escolas, o Proinfo também promove cursos de capacitação. “Atualmente, 328 mil professores e gestores estão sendo capacitados para o uso das tecnologias de comunicação e de informação nas escolas,” afirma.
Na escola
Os professores precisam estar atentos ao tipo de atividade que irão desenvolver com seus alunos. As tarefas propostas devem ser interessantes de modo que, além de atraírem a atenção dos estudantes, abordem assuntos importantes para sua formação. “Não basta levar os alunos para um laboratório de informática e pedir para que digitem uma redação no Word ou deixá-los pesquisar um tema na internet sem supervisão”, adverte Antônio Carlos Xavier. Outro ponto importante é deixar claro que as aulas com computadores não representam apenas diversão. Para tanto, é fundamental que as tarefas tenham objetivos definidos e que os resultados sejam cobrados.
Atento a essas questões, o professor de informática, Roberto Corrêa, do Colégio Neusa Rocha, em Belo Horizonte (MG), planeja suas aulas em conjunto com docentes de outras disciplinas. Além dessas aulas conjugadas, Roberto Corrêa faz uso de softwares educativos. Em um desses programas, o estudante cria uma cidade virtual e é o responsável pelo saneamento básico, construção de ruas e avenidas, criação de leis e geração de empregos, conta o professor. Para ele, “esse tipo de atividade permite que o aluno adquira habilidades em diversos campos do conhecimento, como geografia e matemática”.
Outro exemplo interessante de uso da tecnologia em sala de aula é o trabalho realizado pela professora Silvia Terezinha Rocha, que dá aulas de matemática e ciências também no Colégio Neusa Rocha. Todos os anos, ela realiza uma feira de cultura, sempre em parceria com o professor de informática. Ano passado o tema do projeto foi receitas culinárias de diversos países do mundo. Silvia conta que os alunos pesquisaram as características das nações e as comidas típicas de cada lugar. O resultado desse trabalho foi um livro de receitas entregue para as famílias dos estudantes. De acordo com a professora, o segredo para o sucesso do trabalho é não perder de vista os resultados: “é preciso que o aluno apresente as conclusões em forma de relatório, avaliação ou apresentação para a turma”.
Copiar e colar
Muitos professores afirmam que não utilizam o computador nas aulas porque os alunos ficam dispersos ou se valem da famosa prática do “copia e cola”. Para Antonio Carlos Xavier, a prática do plágio é anterior ao advento do computador, a nova tecnologia apenas facilitou esse processo. Ele afirma que “cabe ao professor propor atividades que evitem isso”. O docente precisa sugerir tarefas que levem os estudantes a consultar diferentes fontes de informação, inclusive a internet, mas que resultem numa síntese produzida pelo aluno e avaliada pelo professor.
É importante também ensinar aos estudantes que, além de ser um crime, a cópia é um atalho que não vale a pena, pois não há investimento intelectual e, consequentemente, os conteúdos não são aprendidos. “É preciso mostrar-lhes como é gratificante contemplar o produto do próprio esforço materializado diante dos seus olhos.” Mas, caso haja dúvida se o trabalho é mesmo de autoria do aluno, o docente, antes de avaliar, pode colocar um trecho do texto em um site de busca na internet.
Autor: Aline Diniz
Fonte: http://www.ceale.fae.ufmg.br/noticias_ler_materia.php?txtId=574
Preparamos uma versão especial de A Era do Hipertexto para aqueles que adquiriram a versão impressa do livro.
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A Era do Hipertexto
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Como se faz um texto
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Virtudes e controvérsias da Linguistica
SINALEL (Simpósio Nacional de Letras e Linguística) de 22 a 25/09/2009 em Catalão - GO
http://sinalel.wgo.com.br/
Palestra: “Aprendizagem (de linguagem) com as tecnologias digitais” (24/09/09)
Minicurso: “Utilizando as tecnologias digitais nas aulas presenciais” (25/09/2009)
VIII Bienal Internacional do Livro – 02 a 12/10/2009 em Recife – PE
http://www.bienalpernambuco.com/
Lançamento do livro: A Era do Hipertexto: Linguagem e Tecnologia
IV Encontro de Linguística e Literatura e III Seminário Científico de Letras da UESPI de 21 a 23/10/2009 em Terezina - PI
http://www.uespi.br/noticia.php?id=2331
Palestra: O Hipertexto na sociedade da informação (abertura: 21/10/2009)
8º. Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio Cultural (27 a 30/10/2009) em Passo Fundo - RS
http://www.jornadadeliteratura.upf.br/2009/index.php?option=com_content&view=article&id=23&Itemid=20
Palestra: Os novos leitores da multimídia (28/10/09)
III Encontro Nacional sobre Hipertexto – de 29 a 31/10/2009 em Belo Horizonte - MG
http://www.hipertexto2009.com.br/
Palestra: A Escola e o letramento digital (29/10/09)
Nanocurso: Hipertexto e letramento digital na prática pedagógica (30/10/2009)
V Fliporto – Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas – de 05 a 08/11/2009 em Porto de Galinhas - PE
http://www.fliporto.net/
Lançamento do livro: A Era do Hipertexto: Linguagem e Tecnologia
- Jogos de linguagem em ficção hipertextual: aprendizagem com diversão no ciberespaço
- Hiperleitura e Interatividade na Web 2.0
- Letramento Digital e Ensino
- Reflexões em torno da escrita nos novos gêneros digitais na Internet
- A Dança das linguagens na web: critérios para a definição de hipertexto
- As Tecnologias e a aprendizagem (re)construcionista no Século XXI
- Identidade docente na era do letramento digital: aspectos técnicos, éticos e estéticos
Second Life já é quase uma febre entre usuários da internet. Em fevereiro de 2008, este jogo virtual atingirá dois milhões de brasileiros cadastrados, de acordo com a Kaizen Games, empresa responsável pelo programa no Brasil.
Embora possua personagens, cenários e enredo, seu criador, o americano Philip Rosendale, não o considera exatamente um jogo, porque não há missões, fases ou objetivos pré-definidos a serem alcançados. Rosendale o define como um metaverso, isto é, um mundo virtual tridimensional que oferece a possibilidade de criar uma segunda vida, uma existência imaginária.
Os residentes ou avatares desenham seu perfil físico e psicológico, participando de uma espécie de “jogo de Deus” pelo qual controlam sua própria vida no ambiente em 3D. Do ponto de vista pedagógico, de fato, situações de simulação permitem aos aprendizes vivenciarem momentos para os quais têm que ativar processos cognitivos complexos que exigem recuperação e mesclagem de informações adquiridas e armazenadas na memória ao longo da vida. Jogos assim ajudam a: desenvolver estratégias para resolução de problemas, tomar decisões rapidamente, formular hipóteses antecipando reações e prevenindo-se contra seus efeitos indesejados sem correr riscos físicos reais. Esses exercícios mentais viabilizam a absorção eficiente de conhecimentos relevantes à vida pessoal e social do indivíduo.
No Second Life, a autoria é quase total, os limites são a imaginação do usuário e seu domínio das ferramentas de produção e navegação do programa. Os aprendizes necessitam se sentir protagonistas na construção do seu próprio “eu” e consequentemente adquirem senso de coletividade nas comunidades de que participam. Normalmente os sujeitos em programas de autoria compartilham as experiências virtuais vividas e transporta-as, inconscientemente, para o enfrentamento dos problemas concretos da vida real. Isso os leva ao crescimento e à emancipação.
Entretanto, é preciso estar atento a aspectos que podem inibir involuntariamente essa emancipação coletiva, e estimular o individualismo dos jogadores, pois um dos fundamentos do Second Life, apresentado no site da empresa, é “incentivar cada jogador a encontrar um meio de sobreviver, aprendendo e desenvolvendo atividades lucrativas as quais vão refletir diretamente em seu poder aquisitivo dentro do jogo.” Eis aqui um perigo, pois muitos podem partir para uma busca desesperada para faturar Lindens dollares (L$ - a moeda do jogo) e perder a perspectiva lúdica e pedagógica contidas no game.
Essa é a ressalva a ser feita quanto à utilização de jogos desta natureza por sujeitos em formação, pois é justamente neste momento que devem agir os educadores, alertando os aprendizes a não perder o foco educacional e assim propiciar-lhes condições para desenvolver seu senso crítico. É sempre possível aprender brincando, quando a criatividade e a criticidade agem como moderadores do processo de aprendizagem.
Doutor em Lingüística
Já estão em vigor as reformas no sistema ortográfico de algumas palavras usadas pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que inclui o Brasil. O que fazer? Os estudiosos da linguagem há muito já provaram que as línguas são invenções humanas. Uma vez criadas, ganham vida, movimento e funcionamento próprios. Produto da inteligência coletiva, criativa e adaptativa dos falantes, elas permitem-nos expressar nossas necessidades afetivas, sociais e religiosas.
Os linguistas vêm mostrando, por meio de pesquisas científicas sérias, que todas as línguas passam por variações e mudanças ao longo do tempo e nos diferentes espaços por onde estão distribuídas. Para acompanhar esses dois princípios naturais das línguas, fazem-se necessárias constantes revisões nos documentos que regulamentam a modalidade escrita dos idiomas, já que controlar as inovações na fala de um povo é praticamente impossível. Na verdade somos nós falantes os reais donos da língua; somos nós que propomos, às vezes até inconscientemente, mudanças linguísticas que podem ser adotadas ou não. A ampla adesão dos falantes de diferentes classes sociais a uma nova palavra ou expressão pressiona indiretamente as instituições a incorporá-la e a legitimá-la no léxico (conjunto de palavras) da língua.
Assim, quando uma novidade linguística começa a aparecer reiteradamente nos textos da mídia impressa, eletrônica e digital, os dicionários e documentos dos poderes constituídos incorporam-na oficialmente. Em geral, só depois de todo esse complexo processo de absorção social é que as gramáticas normativas escolares admitem a existência de tal inovação no idioma, rendendo-se, enfim, à mudança na língua. A reforma ortográfica que entrou em vigor revela um grande avanço. A promoção de um acordo ortográfico abranjendo todos os países lusófonos não é só uma iniciativa política com efeito diplomático e econômico entre tais países. Esse acordo representa também o reconhecimento de uma necessidade prática há muito percebida por todos os profissionais que vivem da escrita.
Ninguém com um mínimo de escolaridade e bom senso confundiria a preposição “por’ com o verbo “por” grafado sem o acento diferencial como na frase: “Por mim, o governo deveria por ordem na casa”. Será que as pessoas deixarão de aproveitar uma promoção de lingüiça no supermercado quando essa palavra aparecer no cartaz sem o trema? O Brasil deixará de ter “um brado heroico e retumbante”, caso o ditongo aberto “oi” não esteja incrementado com o acento agudo? A palavra “feiura” ficará mais ‘feia’ se for retirado o acento agudo no “u” tônico como propõe a reforma? Sejamos razoáveis, nada disso nos impedirá de compreendermos o sentido da frase pela ausência ou presença desses sinais, pois são o co-texto (as outras palavras em volta) e o contexto (a situação de comunicação) que determinam o sentido de uma palavra ou expressão. Se deixarmos de entendê-lo, o problema não será dos acentos ausentes.
Embora tímida, a reforma ortográfica vislumbra uma crescente sensibilidade dos falantes do Português a aceitar a língua como um fenômeno cultural e histórico construído socialmente com a contribuição de cada um de seus usuários. Esse Acordo revela a percepção da estabilidade relativa da língua, que não pode ficar refém dos caprichos de meia dúzia de puristas que dela se acham proprietários. A língua muda porque nós estamos sempre mudando, estamos nos renovando a cada dia. Talvez essa seja nossa maior riqueza: nossa capacidade de renovação expressa principalmente por meio da linguagem. A língua apenas reproduz essa “metamorfose ambulante” que inelutavelmente somos, ainda que não a percebamos. Se assim não fosse, morreríamos lentamente de tédio e conosco, a língua.
O que devemos fazer agora? Adaptarmo-nos rapidamente às mudanças propostas no Acordo. Esperamos que reformas mais amplas na escrita da Língua Portuguesa sejam oficializadas brevemente, pois essa é a tendência natural de uma das mais importantes criações humanas.
A principal característica da internet é a liberdade de expressão em qualquer língua(agem). Ela é uma espécie de grande livro aberto à espera da intervenção de todos nós. Aliada a essa liberdade, a net aumentou a velocidade na transmissão das informações.
Quando foi que você, caro leitor, escreveu uma carta de próprio punho, selou-a e levou-a aos Correios? Os quase 65 milhões de internautas brasileiros certamente têm escrito muito mais e-mails ou enviado documentos por e-mail do que escrito missivas a quem quer que seja. Por quê? Pela incomparável praticidade e rapidez no envio e na recepção das mensagens.
Para acompanhar esse ritmo alucinante, a abreviação tem sido uma eficiente estratégia para economizar tempo e apressar o fluxo do pensamento. Esse, sem dúvida, é muito mais veloz do que os dedos do mais ágil digitador. Quem de nós, ao conversar no bate-papo, escreve a palavra ‘você’ ou ‘abraço’ inteiramente e não opta pelas formas abreviadas ‘vc’ e ‘abç’? Claro que normalmente não abreviamos em e-mails ou conversas pelo MSN com quem não temos muita intimidade.
O fenômeno da abreviação não acontece só com usuários do internetês no Português do Brasil. Acontece também em outras línguas. O linguista David Crystal constatou o mesmo fenômeno com internautas usuários de língua inglesa na Grã-Bretanha.
Diferentemente do que pensam aqueles preocupados com a falência do idioma luso por causa de tais reduções de palavras, a prática da abreviação não é recente, nem é culpa da internet. Sabe-se que ela já acontecia no século VI antes de Cristo, por causa da dificuldade de encontrar o papiro, um dos primeiros suportes de escrita. A prática da abreviação proliferou-se entre os copistas no século X d.C. em razão do alto custo do pergaminho, e pode ser fartamente encontrada em cartas manuscritas dos séculos XVIII e XIX pelos governantes brasileiros.
Todavia, assim como no passado, essas abreviações não ameaçam o sistema de escrita alfabético do Português, que funciona por força de lei ao se escreverem documentos oficiais em norma padrão da língua nas diversas instituições do país. Além do mais, não se constataram, até o presente, mudanças na estrutura sintática da língua, apenas modificações na forma de escrita de alguns vocábulos.
Em geral, as palavras abreviadas pelos internautas são aquelas mais comuns e previsíveis na sequência dos enunciados informais. É raro encontrarmos palavras mais sofisticadas como “reforma” ou “Constituição” abreviadas. Os internautas, para abreviar, tem levado em consideração três fatores: o tema em discussão, o grau de intimidade com o interlocutor e a adequação do gênero de texto à situação comunicativa.
Podemos afirmar sem receio que o internetês é mais uma maneira de usar a linguagem dentre as várias já criadas pelo homem. Ao invés de nos preocuparmos com uma suposta ameaça do internetês ao Português, deveríamos observar a interessante convergência de linguagens realizadas no computador. Isso, sim, pode-nos indicar uma inovação, posto que o internauta tem trazido para o monitor de seu pc imagens, vídeos, animações e sons, realizando uma inédita mescla de linguagens.
O internetês em si não é melhor nem pior do que as outras formas de registro da língua. Ele é apenas diferente, que por razões de tempo, objetividade e pelo efeito novidade está ganhando muitos adeptos entre usuários da grande rede, principalmente os mais jovens, mais despojados e transgressores a normas estabelecidas. Do ponto de vista expressivo, o internetês é irrefutavelmente rico, pois se apropria das outras linguagens para se constituir enquanto tal e permitir a liberdade de expressão por meio de outros signos além dos verbais.










